15.5 C
Brasília
sábado, agosto 13, 2022
spot_img

SERIA COMO RICARDO TEIXEIRA VOLTAR!!!

STJD nega liminar para Caboclo voltar ao comando da CBF

O presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Otávio Noronha, indeferiu nesta quinta o pedido de mandado de garantia feito pelo presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, para voltar ao cargo.

No despacho, Noronha alega que Caboclo perdeu o prazo para recorrer da decisão da Comissão de Ética, que afastou o dirigente no dia 6 de junho, dois dias depois do órgão receber uma denúncia de uma funcionária da entidade. Ela acusa Caboclo de assédio moral e assédio sexual. O dirigente nega.

Na decisão do STJD, o presidente cita o artigo 94 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que prevê a negação do mandado de garantia se algum dos requisitos previstos no código não forem cumpridos. O CBJD determina que o autor perde o prazo de pedir o recurso 20 dias após “a prática do ato, omissão ou decisão”.

Caboclo foi afastado do comando da CBF no dia 6 de junho e só recorreu ao STJD no dia 8 de julho.

Marco Polo del Nero, presidente suspenso da CBF, e o candidato Rogério Caboclo — Foto: Lucas Figueiredo/Divulgação/CBF

Marco Polo del Nero, presidente suspenso da CBF, e o candidato Rogério Caboclo — Foto: Lucas Figueiredo/Divulgação/CBF

O presidente da CBF está afastado até setembro. No início do mês, a Comissão de Ética prorrogou por mais 60 dias a suspensão para concluir a investigação.

O pedido de Caboclo permanece em sigilo no STJD. Para ser votado pelo pleno do tribunal, os advogados do dirigente precisam entrar com um recurso. Caso seja aceito, caso seria votado pelos integrantes do tribunal.

Caboclo conversa com Clodoaldo, observado por Tite e Cafu — Foto: Genito Junior

Caboclo conversa com Clodoaldo, observado por Tite e Cafu — Foto: Genito Junior

Ao pedir o retorno do dirigente ao STJD no início do mês, os advogados do cartola informaram ao tribunal supostos “vícios e nulidades na condução do processo pela comissão, entre os quais a sua total falta de fundamento estatutário e legal para o afastamento”. Eles alegam também a inocência do dirigente.

Já os defensores da CBF sustentam que a volta de Caboclo pode ser prejudicial para a investigação em curso na Comissão de Ética. A CBF teme que funcionários se sintam constrangidos a depor no caso sobre o presidente. A entidade também afirma que o retorno de Caboclo ao cargo possa causar problemas com patrocinadores, preocupados com associar suas marcas a um dirigente acusado de assédio sexual.

A DENÚNCIA CONTRA CABOCLO

No dia 4 de junho, uma funcionária da CBF protocolou denúncia de assédio sexual e moral contra Rogério Caboclo. O documento foi entregue à Comissão de Ética da CBF e à Diretoria de Governança e Conformidade.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Entre os fatos narrados por ela, estão constrangimentos sofridos por ela em viagens e reuniões com o presidente e na presença de diretores da CBF. Na denúncia, a funcionária detalha o dia em que o dirigente, após sucessivos comportamentos abusivos, perguntou se ela se “masturbava” – o áudio desta conversa foi revelado pelo Fantástico em 6 de junho. Entre outros episódios, segundo a funcionária, Caboclo tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”.

Dois dias depois da denúncia, em 6 de junho, Caboclo foi afastado da presidência da CBF por 30 dias, por determinação da Comissão de Ética do Futebol Brasileiro. Na ocasião, a entidade informou que o processo seguiria em sigilo. O presidente afastado nega as acusações. No dia 1º, a Comissão renovou o afastamento de Caboclo por 60 dias.

Compartilhar

relacionadas

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui