Kajuru prega consenso para a reforma da Previdência e defende pensionistas do INSS

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) defendeu nesta quinta-feira (7) em Plenário que o Congresso Nacional discuta com o governo e proponha mudanças à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, que altera as regras de aposentadoria. Ele avaliou que o país precisa passar por esse ajuste, mas disse discordar de alguns pontos do texto, como a alteração das regras no benefício de pensão por morte à família dos que contribuem com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

— Na parte que trata da pensão por morte hoje, se dois idosos já pagaram seu INSS por 35 anos, já estão aposentados e ganham, por exemplo, R$ 1,8 mil e, o outro, R$ 2,5 mil e um dos dois venha a falecer, o outro que ficou ganha 100% de pensão relativa ao salário do que faleceu. E, com a reforma, pergunto: como vai ficar? No exemplo dos valores acima, o viúvo ou a viúva, vai ter que escolher entre ficar com a sua própria aposentadoria ou abrir mão dela e ficar com 60% da aposentadoria do seu par como pensão, ou seja, não pode mais acumular aposentadoria com pensão deixada pelo falecido ou falecida — explicou.

O senador argumentou que, assim como outros bens, a pensão é uma conquista adquirida com o “trabalho do trabalhador” e por isso considera injusto que seja retida pela União. Kajuru ainda afirmou que não será um “sabotador do governo” e que sua atuação na discussão da reforma será de acordo com o que a sociedade já tem discutido nas ruas e por meio das redes socais. Ele elogiou alguns pontos, como o combate aos privilégios como o fim da aposentadoria especial a parlamentares e regras mais restritas para acesso ao parcelamento de dívidas, como do Programa de Recuperação Fiscal (Refis).

Agência Senado

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