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Marconi e Dilma querem vender os restos mortais da CELG

Postado por TVKajuru.com | 10/02/2016 às 11:47h

Marconi recebeu a CELG redondinha em 1999 e a maior prova disso foi registrada pelo jornal O Anápolis por volta de 2002 quando foi inaugurado o novo prédio do Aeroporto de Anápolis. Lá está cravado na placa da inauguração: esta obra foi financiada pela CELG. O repórter do jornal estava presente na solenidade de inauguração que contou com a presença do então jovem governador Marconi Perillo. O presidente da empresa (primeiro presidente do primeiro governo de Marconi) era Fernando Cunha Júnior, ex candidato ao senado do ano de 1998.

O repórter de O Anápolis indagou de Fernando Cunha, então presidente da empresa o por quê da CELG financiar uma obra que nada tem a ver com energia elétrica? A pergunta foi rápida e consistente: “porque a CELG é o único órgão do governo que tem dinheiro em caixa para bancar essa obra no momento”. A resposta do presidente da CELG está registrada na edição do jornal O Anápolis daquela data. Não tem como dizer que aquele fato não existiu.

O útimo presidente da CELG no governo de Maguito Vilela foi Juquinha das Neves, que nas eleições de 1998 foi eleito deputado federal pelo PMDB. Antes de sua posse, já havia aderido ao governo de Marconi Perillo, recém eleito. Algum tempo depois Juquinha das Neves, já filiado ao PSDB disse que quando saiu da presidência da CELG deixou R$60 milhões em caixa. Sua declaração está registrada em vários jornais da capital.

São duas declarações de ex presidentes da CELG constatando e comprovando a ótima situação da CELG no primeiro governo de Marconi Perillo. Então o que justifica dezesseis anos depois, ou seja, depois de quatro governos do PSDB a empresa estar em situação falimentar? Com as provas registradas por dois ex presidentes da CELG, ambos do PSDB, não se pode falar mais que Marconi Perillo recebeu a CELG já quebrada. O dirigente de uma empresa quebrada jamais teria R$60 milhões em caixa ao deixar o comando da mesma.

Então quem quebrou a CELG?

No dia 25 de novembro de 2009 a Agência Estado (do jornal Estadão de São Paulo) publicou a notícia de que o “MP de Goiás denuncia Perillo à Justiça por improbidade”. Qual o motivo da denúncia? Na época Marconi Perillo era senador e vice-presidente do Senado. A denuncia teve como fundamento uma investigação feita pelo Ministério Público sobre o desvio de dinheiro e suspeita de caixa dois eleitoral no segundo mandato de Marconi (2003 a 2006). A denúncia dizia respeito à contratação pela CELG, por ordem da Marconi, de uma empresa de consultoria de uma fundação do Rio de Janeiro por R$4,5 milhões

Com a quebra do sigilo bancário da Fundação e de empresas envolvidas, descobriu-se que parte dos R$4,5 milhões voltou para Goiás e teve como destinatários o empresário Janides de Souza Fernandes, que foi presidente do extinto Banco do Estado de Goiás (BEG) durante o governo do tucano. De acordo com a denúncia, Fernandes recebeu em sua conta bancária R$ 561 mil.

Na matéria divulgada pela Agência Estado, consta as seguintes afirmações “A quebra do sigilo bancário da Pro-UniRio apontou que, do valor recebido pela entidade, R$ 1,8 milhão foram sacados em espécie, na capital fluminense. Em depoimento prestado à Promotoria, a ex-funcionária da fundação Rita Marques dos Anjos disse que esse dinheiro teria sido destinado à campanha da hoje senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) à Prefeitura de Goiânia, em 2000 – a tucana não foi denunciada. A testemunha declarou que um a avião oficial do governo de Goiás teria pousado no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio, para buscar o dinheiro. Perillo e Vânia negam”.

A CELG chegou ao governo de Alcides Rodrigues totalmente sucateada. O ex governador cidinho tentou salvar a empresa através de um empréstimo junto ao Governo Federal para sanear a estatal, mas o contrato não foi concluído porque o governador eleito em 2010, Marconi Perillo, que era senador, impediu a realização do contrato, onde o Estado ficaria com 100% das ações da CELG.

No apagar das luzes do terceiro mandato de Marconi Perillo, que disputava o quarto mandato, foi fechado um negócio com o Governo Federal, onde o Estado vendeu 51% das ações da CELG por R$ 59,5 milhões, em troca a Caixa Econômica fez um empréstimo para o governo do Estado no valor de R$1,9 bilhão, cujo dinheiro foi utilizado no pagamento de dívidas do Estado com empreiteiras.

Do resultado da negociação Goiás vendeu mais da metade a CELG por R$ 59,5 milhões e ainda aumentou da dívida do Estado em mais R$1,9 bilhão. Com apenas 49% das ações Goiás perdeu o controle da empresa que poderá ser vendida nos próximos meses, já que está no calendário das privatizações do Governo Federal. Marconi Perillo quer a venda da Celg e já concordou com o valor a ser negociado através da Bolsa de Valores. O preço da CELG deverá ficar na ordem de R$8 bilhões. Com 49% do valor, o governo de Goiás receberia quase R$4 bilhões. Como será deduzido a dívida que o Estado tem com a Eletrobrás, deverá entrar nos cofres do governo de Goiás em torno de R$1,2 bilhões, o mesmo valor do perdão fiscal dado à empresa Friboi.

No fritar dos ovos, a CELG será vendida pelo total de R$1,259 bilhão. Uma empresa que poderia ser vendida hoje pelo valor de R$15 bilhões, está sendo torrada por uma bagatela tão pequena que pode ser considerada com o preço de uma penca de banana Marmelo, de marmelada.


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