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Ex-integrante da cúpula da Fifa revela ter vendido voto na eleição para sede da Copa de 2018

Postado por TVKajuru.com | 04/12/2018 às 08:48h

Rafael Salguero, de Honduras, também confessou ter vendido ilegalmente ingressos para os Mundiais de 2006, 2010 e 2014

 

O hondurenho Rafael Salguero, ex-integrante do Comitê Executivo da Fifa, confessou ter recebido uma oferta de dinheiro para vender seu voto na eleição que deu à Rússia o direito de ser sede da Copa do Mundo de 2018. Embora tenha votado de acordo com essa proposta, Salguero disse que não recebeu o dinheiro que lhe foi prometido.

O cartola, hoje com 72 anos, também admitiu ter revendido ilegalmente ingressos para as Copas de 2006, 2010 e 2014. Além disso, Salguero disse que recebeu propina para vender os direitos de televisão de jogos das eliminatórias da Copa do Mundo.

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Rafael Salguero e Joseph Blatter em congresso da Fifa em maio de 2015 na Suíça ? Foto: Mike Hewitt - FIFA/FIFA via Getty Images Rafael Salguero e Joseph Blatter em congresso da Fifa em maio de 2015 na Suíça ? Foto: Mike Hewitt - FIFA/FIFA via Getty ImagesRafael Salguero e Joseph Blatter em congresso da Fifa em maio de 2015 na Suíça — Foto: Mike Hewitt - FIFA/FIFA via Getty Images

O time todo: conheça a situação dos 42 réus do "Caso Fifa"

Rafael Salguero confessou todos esses crimes num depoimento no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, onde o corre o "Caso Fifa", que revelou um esquema de corrupção envolvendo dezenas de cartolas, como os brasileiros José Maria Marin – condenado por seis crimes nos EUA – e Marco Polo Del Nero, banido de todas as atividades relacionadas a futebol.

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A juíza do caso, Pamela Chen, colheu esse depoimento no dia 27 de outubro de 2016, mas ele só foi parcialmente tornado público nesta semana, mais de dois anos depois. Informações importantes, porém, ainda estão mantidas em sigilo pelo Tribunal, como quem prometeu e qual foi a candidatura beneficiada por seu voto. Salguero, que confessou uma série de crimes e está em prisão domiciliar nos EUA, deve ter sua sentença publicada nesta semana.

– No meio de 2010, seis meses antes da votação para sede das Copas de 2018 e 2022 [disputas vencidas por Rússia e Catar, respectivamente], eu estava num avião indo do México para a Guatemala, quando um homem sentado no outro corrredor perguntou se eu era Rafael Salguero e se apresentou. Nos reunimos várias vezes nos meses seguintes. Ele me disse que representava um amigo muito rico na Itália [...]. Depois da votação eu tentei contatá-lo várias vezes, mas ele nunca atendeu ou retornou. Em 2014 ele voltou a me contatar por telefone, mas nunca nos encontramos e nunca recebi o dinheiro.

Tanto o nome desse intermediário quanto o nome do tal milionário italiano ainda são mantidos em sigilo pelo Tribunal Federal do Brooklyn.

Salguero também confessou ter obtido um lucro de US$ 40 mil com a revenda de ingressos das Copas de 2006, 2010 e 2014, algo proibido para integrantes do Comitê Executivo da Fifa, cargo que ele ocupava durante esses Mundiais. O cartola hondurenho também contou ter recebido propina da empresa Media World, que tinha como sócio o brasileiro Fabio Tordin, que confessou ter subornado vários cartolas da América Central para obter direitos de televisão de jogos das Eliminatórias da Concacaf.

 


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