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Assessora de Marielle: 'Sobreviver é uma coisa muito cruel. Eu queria a Marielle viva, o Anderson vivo'

Postado por TVKajuru.com | 18/03/2018 às 09:37h

Ela foi a única sobrevivente do crime que matou a vereadora e o motorista no Rio.

 

 

coisa de sobrevivente me marcou muito. Porque eu queria a Marielle viva. Porque eu queria o Anderson vivo. Porque sobreviver é uma coisa muito cruel. Por que eu preciso sobreviver? Que coisa horrenda é essa? Que violência é essa?"

Fantástico entrevistou a única sobrevivente da ação que resultou na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro, na última quarta-feira (4). Sem falar o nome nem mostrar o rosto, ela se disse "despedaçada" pelo que ocorreu. "Eu estou apavorada. Eu estou despedaçada."

Ela afirmou ter ouvido uma rajada e não ter se dado conta, inicialmente, de que Marielle havia sido assassinada. A assessora pensava se tratar de um tiroteio na região por onde passava. "Foi um barulho forte, um barulho rápido (...) "Foi uma rajada de um segundo. Tá, tá, ta, tá. Nada mais", disse.

 

Veículos seguiram carro de vereadora

 

No sábado, novas imagens exclusivas obtidas pela TV Globo mostram parte do trajeto do carro onde estavam a vereadora Marielle o motorista Anderson antes de serem mortos na rua Joaquim Palhares, no Estácio, no Centro do Rio, na quarta-feira (14). Às 21h07, o vídeo de uma câmera na Av. Salvador de Sá mostra o carro branco onde estava Marielle passando e sendo seguido por dois veículos de cor prata.

A Polícia Civil confirmou que a avenida faz parte das vias percorridas por Marielle na noite do crime. A Divisão de Homicídios já tem todo o trajeto registrado por imagens de câmeras de segurança. A polícia investiga também se os assassinos de Marielle começaram a monitorar a vereadora pelas redes sociais, já que ela fez uma convocação na internet um dia antes do evento da Rua dos Inválidos, de onde saiu antes de ser assassinada.

 

Munição

 

Além das imagens de câmeras do trajeto, outro ponto em que as investigações avançaram na última semana é relativo à munição usada no crime. As munições calibre 9 mm são do mesmo lote de parte das balas utilizadas na maior chacina do estado de São Paulo. Os assassinatos de 17 pessoas ocorreram em Barueri e Osasco, na Grande São Paulo, em 13 de agosto de 2015. Três policiais militares e um guarda-civil foram condenados pelas mortes.

O lote em questão é o UZZ-18. Segundo a Polícia Civil do Rio, esse lote foi vendido à PF de Brasília pela empresa Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) no dia 29 de dezembro de 2006, com as notas fiscais número 220-821 e 220-822.

Ao todo, o lote continha 1.859.000 cápsulas, que foram distribuídas para todas as unidades da PF. Também houve balas desse lote usadas em crimes envolvendo facções rivais de traficantes que resultaram na morte de cinco pessoas em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, entre 2015 e 2017.

 
Disque-denúncia lança cartaz para pessoas denunciarem sobre o crime (Foto: Divulgação)Disque-denúncia lança cartaz para pessoas denunciarem sobre o crime (Foto: Divulgação)Disque-denúncia lança cartaz para pessoas denunciarem sobre o crime (Foto: Divulgação)


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