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Ex-chefe de campanha de Trump se entrega ao FBI, acusado de conspirar contra EUA

Postado por TVKajuru.com | 30/10/2017 às 03:46h

Justiça americana formaliza primeiras denúncias contra Paul Manafort

 

WASHINGTON - O ex-chefe de campanha do presidente americano Donald Trump Paul Manafort foi indiciado pela Justiça americana nesta segunda-feira com um de seus antigos sócios empresariais, Rick Gates, informou o jornal "The New York Times". A medida é resultado da investigação liderada pelo procurador especial Robert Mueller, que apura suposta interferência da Rússia nas eleições americanas de 2016. São 12 acusações contra os dois, entre elas pelos crimes de conspiração contra os Estados Unidos, tentativa de lavagem de dinheiro e falso testemunho. Manafort se entregou ao Escritório Federal de Investigações (FBI) esta manhã, segundo imagens divulgadas pela CNN.

Manafort também foi indiciado por declarações falsas sobre seu papel como agente estrangeiro e por não apresentar as devidas declarações sobre contas bancárias no exterior e registros financeiros.

Gates é parceiro de Manafort há muitos anos. Seu nome aparece em documentos ligados a empresas que o ex-chefe de campanha estabeleceu no Chipre para receber pagamentos de políticos e empresários no Leste europeu, segundo registros obtidos pelo jornal americano.

Em julho, agentes do FBI fizeram operações de busca na casa do ex-gerente de campanha de Trump, Paul Manafort, cujos acordos imobiliários e financeiros e histórico de prestação de serviço a um partido pró-Rússia na Ucrânia estão sob investigação.

No Twitter, Trump defendeu seu ex-chefe de campanha dizendo que Manafort está sendo acusado por declarações anteriores a seu cargo durante a corrida presidencial:

"Desculpe, mas isso foi há anos, antes que Paul Manafort fizesse parte da minha campanha. Por que a Hillary e os Democratas não são o foco?", escreveu o presidente. "Não há conluio (com a Rússia)!"

INFOGRÁFICO: Teia de relações de Trump com a Rússia

No domingo, Trump lançou uma série de mensagens irritadas no Twitter diante do indício de que as primeiras ordens de prisão seriam reveladas nesta segunda-feira. O presidente declarou que há uma "caça às bruxas" em curso, denunciando um "conluio telefônico que não existe" e apontando dedo para democratas, sobretudo sua oponente nas eleições, Hillary Clinton.

A investigação sobre a suposta inteferência da Rússia nas eleições americanas rodeiam os nove meses de Trump no poder, e ampliou o racha entre republicanos e democratas. Agências de inteligência americana concluíram em janeiro que o governo russo tentou ajudar o republicano ao invadir o sistema de e-mail de Hillary Clinton e divulgar as mensagens coletadas e também pela disseminação de propagando política nas mídias sociais para tentar difamar a democrata.

 


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