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Presidente catalão e conselheiros destituídos se refugiam em Bruxelas

Postado por TVKajuru.com | 30/10/2017 às 03:43h

Ministro de imigração belga tinha sinalizado possibilidade de asilo político no domingo

 

 

BARCELONA — O presidente destituído da Catalunha, Carles Puigdemont, e cinco conselheiros de seu governo foram para a Bélgica nesta segunda-feira, no mesmo dia em que a Espanha abriu um processo contra os líderes independentistas por rebelião. A viagem de Puigdemont a Bruxelas contrasta com a permanência de seu vice, Oriol Junqueras, que nesta segunda-feira participou da reunião da direção de seu partido, Esquerda Republicana. No domingo, o ministro belga de imigração afirmou que a possibilidade de um asilo político ao líder catalão "não era irrealista".

Puigdemont está em Bruxelas acompanhado da ex-conselheira de governança, Meritxell Borràs, do ex-conselheiro de Saúde, Toni Comín; do ex-responsável pelo Interior, Joaquim Forn; da ex-chefe de Trabalho e Assuntos Sociais, Dolors Bassa e Meritxell Serret, então responsável pela Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação.

O procurador-geral da Espanha, José Manuel Maza, anunciou nesta segunda-feira a apresentação de dois processos judiciais por rebelião, sedição, desfalque e outros delitos ao Supremo Tribunal e na Audiência Nacional contra os políticos responsáveis pela declaração de independência da Catalunha na última sexta-feira, que levou à intervenção do governo na região. A queixa foi apresentada contra os membros do Parlamento que permitiram e votaram pela secessão.

Ao longo do fim de semana, o governo espanhol destituiu os principais líderes do Executivo catalão, incluindo o presidente Carles Puigdemont, que ainda não acatou sua demissão e pressiona por uma oposição pacífica à intervenção. O comando da Catalunha foi passado à vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz Santamaría. O Parlamento catalão foi dissolvido por Madri, que convocou eleições regionais para 21 de dezembro, abrindo espaço à candidatura de todos os partidos que não estejam envolvidos em questões judiciais.

Puigdemont, que no sábado chegou a assinar um comunicado ainda como "presidente da Catalunha", prometeu fazer uma "oposição democrática" e pacífica contra a destituição de seu governo, mas não esclareceu se aceita a convocação de eleições antecipadas como forma de acabar com o estancamento político.


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