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Não estou grávida, o que pode acontecer se eu pegar zika vírus? Entenda riscos

Postado por TVKajuru.com | 15/12/2015 às 09:48h

Muito se fala sobre o surto de microcefalia causado pelo zika vírus e os riscos para gestantes e bebês, mas para as pessoas em geral também existem perigos importantes e consideráveis. Um deles é uma síndrome rara ligada a infecções, mas também existem outros sintomas. Conheça-os a seguir.

 

Febre

A febre e os outros sintomas causados pelo vírus zika costumam aparecer entre o 3o e 12o dias após a picada pelo Aedes Aegypti. A temperatura corporal tende a ficar entre 37,8o e 38,5o graus Celsius. A febre é uma das armas que o corpo tem de combater a infecção, otimizando a ação das células de defesa do corpo e eliminando o micro-organismo invasor.

 

A febre causada pelo zika costuma ser amena.

Manchas na pele

Chamadas de exantemas, manchas avermelhadas no corpo também podem indicar a infecção pelo zika vírus. Elas costumam coçar e atingem, principalmente, tronco e rosto.

Dores

O zika pode causar dores articulares, musculares, de cabeça e atrás dos olhos. Caso você esteja com esses três sintomas, procure um serviço médico imediatamente.

Síndrome de Guillain-Barré

Relação com o zika vírus

O neurologista Antônio Cézar Galvão, do centro de dor e neurocirurgia funcional do Hospital 9 de Julho (São Paulo), explica que o zika é um vírus de descoberta recente, sendo inicialmente descrito em 1947, e esse é um dos motivos pelos quais sabe-se tão pouco sobre ele.

Recentemente, o Ministério da Saúde declarou a infecção pelo vírus zika, assim como outros vírus, pode provocar a Síndrome de Guillain-Barré. Eles chegaram a essa conclusão depois de investigações feitas pela Universidade Federal de Pernambuco, a partir da identificação do zika em amostra de seis pacientes com sintomas neurológicos e histórico de doença com manifestação na pele. Entre esses quatro, quatro foram confirmados com Guillain-Barré.

Antônio Cézar conta que a incidência normal da síndrome é de 6 a 40 casos em cada 1 milhão de pessoas. “Aparentemente, a incidência da síndrome de Guillain-Barré causada pelo zika vírus é cerca de 20 vezes maior que isso”, conta. “Tudo indica que ele desencadeia a síndrome com mais facilidade que os outros vírus”.

O que é a Síndrome de Guillain-Barré?

Antônio Cézar Galvão explica que a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma alteração que atinge os nervos periféricos do corpo e natureza autoimune que pode ser desencadeada por vírus. Entre os agentes virais relacionado à SGB, estão o vírus da dengue, o herpes zoster, o HIV, o Epstein-Barr, o citomegalovírus e, de relação mais recentemente confirmada, o zika vírus. Algumas bactérias, como a campylobacter, também podem estar relacionadas à síndrome.

Geralmente os sintomas da síndrome aparecem depois de uma infecção, um episódio gripal ou diarreia, por exemplo. O mecanismo da doença é autoimune: o corpo produz anticorpos que passam a atacar a bainha de mielina – uma espécie de capa que envolve o neurônio e permite a adequada transmissão dos impulsos nervosos.

Também existem casos em que, além da bainha de mielina, é atacada uma parte mais nobre do neurônio, o axônio. Nesse caso, a recuperação do paciente é mais difícil porque, enquanto a bainha é refeita por células chamadas Schwann, o axônio é de mais difícil regeneração.

Além das infecções, há registros também de desenvolvimento da SGB em decorrência de cirurgias e vacinas de soro heterólogo ou não-humano – isso é, produzidas a partir de inoculação em animais, como as vacinas contra raiva e picada de cobra.

Sintomas

De acordo com o especialista, o principal sintoma da doença é a fraqueza muscular. A característica costuma aparecer inicialmente nas pernas e pode se espalhar para tronco, braços, face e mesmo para os músculos respiratórios, cuja ineficiência indica a necessidade de cuidado intensivo, com uso de aparelhos para que o paciente consiga respirar. Também pode haver dor e formigamentos.

Existem diferentes graus de fraqueza e, enquanto alguns pacientes podem ter a força diminuída apenas nas pernas e ainda serem capazes de caminhar sem auxílio, em outros casos a doença é mais severa e a recuperação mais lenta.

Tratamento

Além de acompanhamento com fisioterapeuta, neurologista e outros profissionais de saúde, o tratamento envolve duas técnicas: a plasmaférese (uma espécie de “filtração” do sangue) e a terapia com imunoglobulinas, que competem com os anticorpos que destroem os nervos.

A doença tende a regredir espontaneamente, deixando menos sequelas caso o tratamento tenha sido adequado. Como tem grau variável de gravidade, em alguns casos são necessários meses para recuperação, enquanto em outros casos são necessárias apenas algumas semanas.

Fonte | oanapolino.com

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