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Vídeo: Delator relata pagamentos e quatro apelidos de Marconi

Postado por TVKajuru.com | 13/04/2017 às 10:26h

O executivo da Odebrecht Fernando Cunha Reis mostra em sua delação premiada (no vídeo ao fim deste post) como o pagamento ao governador Marconi Perillo (PSDB) era operacionalizado. Ele começa a delação dizendo que o maior projeto de saneamento básico hoje do Brasil - o que dá mais dinheiro e é mais disputado - é o Entorno goiano do Distrito Federal. "Que é aquele entorno que cresceu de forma desordenada, lá tem zero de saneamento e quase nada de água, é o maior projeto de saneamento em disputa no Brasil", explica. 

"Quem me apresentou o Marconi foi o senhor Ênio Branco, em 2010, num apartamento funcional do senador Demóstenes Torres, em Brasília. Demóstenes tinha um discurso íntegro, de moralidade, e era bem a favor do mercado. Ali já falamos da necessidade de fazer o saneamento do Entorno do Distrito Federal", afirmou. "No segundo jantar já falamos um pouquinho mais pro governo de Goiás levar a concessão da Odebrecht pro entorno, no terceiro jantar, ele (Demóstenes) me pediu uma contribuição de caixa 2 para a campanha dele, num quarto jantar voltamos a falar do fato de que ele vendia a história de ser íntegro, tanto que o apelido de Demóstenes na Odebrecht era 'íntegro', de tanto ele falar isso", revelou. Num quinto jantar, Demóstenes me apresentou ainda em 2010 o então senador Marconi Perillo, que era candidato a governador. 

"O Marconi falou pra mim que ia fazer muito no Entorno em 2010 e, nesse primeiro encontro, ele falou muito pouco, por isso o apelido do Marconi no início era "calado", aí depois mudou" (em outro vídeo, outro delator diz que o apelido "calado" era dado a Jayme Rincón - e não a Marconi). Fernando Cunha Reis disse ainda que Marconi, assim como Demóstenes, aceitou em 2010 um caixa 2 de R$ 2 milhões para cada um. Segundo Fernando, a operação da Odebrecht em Goiás fica difícil até 2014 por conta da Monte Carlo, mas depois ele avança. "Antes de Marconi tínhamos negócios pequenos em Goiás", confessa Fernando Reis. 

Em 2014, Marconi fez um discurso de pré-campanha na Odebrecht, elogiando a empresa e querendo ampliar o espaço em Goiás. A Odebrecht já tinha feito uma PMI (Proposta de Manifestação de Interesse) no Entorno do Distrito Federal, em Goiás. "Aquele discurso do Marconi foi clássico, fez questão de mostrar o porte da Odebrecht em Goiás, Marcelo não quis ouvir valores de Marconi, então Marconi foi nos diretores da Odebrecht, o Alexandre Barradas e o João Pacífico foram se encontrar com o Jayme Rincón, presidente da Agetop, então o João coordenou com o Jayme as contribuições", afirmou Fernando.

"Na saída do elevador, Marconi me disse que esperava que a Odebrecht contribuísse com R$ 50 milhões direto pra ele e eu respondi que achava o valor inviável, aí eles foram tratar com o Jayme Rincón um valor adequado", relata Fernando Reis. "Do ponto de vista da Odebrecht Ambiental o que sugerimos pra Odebrecht S.A. foi uma contribuição de R$ 8 milhões (para Marconi), o que foi feito, com comprovação de endereço em São Paulo-SP e data", afirma Fernando. O codinome de Marconi, neste momento, já era outro: "master". Isso também consta da delação da Maria Lúcia Tavares e outras delações.

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