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Como um dossiê com dados não confirmados gerou crise para Trump

Postado por TVKajuru.com | 12/01/2017 às 04:18h

Sete meses atrás, um respeitado ex-espião britânico chamado Christopher Steele venceu um contrato para montar um arquivo sobre as ligações de Donald Trump com a Rússia. Na semana passada, os detalhes explosivos --relatos não comprovados de festas com prostitutas, negócios imobiliários que serviam como propina e coordenação com a inteligência russa para invadir os computadores dos democratas-- foram resumidos para Trump em um apêndice de um relatório de inteligência "top secret".

As consequências foram incalculáveis e vão se desdobrar muito depois da posse do presidente. A notícia do sumário, que também foi entregue ao presidente Barack Obama e a líderes do Congresso, vazou para a CNN na terça-feira (10), e o resto da mídia deu seguimento com reportagens sensacionalistas.

Trump denunciou as afirmações não comprovadas na quarta-feira (11) como uma fabricação, uma difamação no estilo nazista, elaborada por "pessoas doentes". Isto minou ainda mais seu relacionamento com os órgãos de inteligência e projetou uma sombra sobre o novo governo.

No final da noite de quarta-feira, depois de falar com Trump, James Clapper Jr., o diretor da inteligência nacional, emitiu uma declaração lamentando os vazamentos  e dizendo sobre, o dossiê de Steele, que as agências de inteligência "não fizeram uma avaliação de que a informação neste documento é confiável". Clapper sugeriu que, de qualquer modo, as autoridades de inteligência o haviam compartilhado para dar aos políticos "a imagem mais completa possível de qualquer questão que possa afetar a segurança nacional".

Partes da história continuam fora de alcance --mais criticamente, a pergunta básica de até onde o dossiê é verdadeiro. Mas é possível montar os pedaços de uma narrativa grosseira do que levou à atual crise, incluindo perguntas sobre os laços que unem Trump e sua equipe à Rússia. O episódio também oferece uma visão do lado oculto das campanhas presidenciais, envolvendo detetives privados à procura do pior que pudessem encontrar sobre o próximo líder americano.

A história começou em setembro de 2015, quando um rico doador republicano que se opunha fortemente a Trump deu o dinheiro para contratar uma firma de pesquisas em Washington dirigida por ex-jornalistas, a Fusion GPS, para compilar um dossiê sobre os escândalos e as fraquezas do magnata imobiliário, segundo uma pessoa inteirada dessa iniciativa. A pessoa descreveu o trabalho de pesquisa da oposição sob a condição do anonimato, citando a natureza volátil da história e a probabilidade de futuras disputas legais. A identidade do doador não ficou clara.

A Fusion GPS, dirigida por Glenn Simpson, um ex-jornalista do "Wall Street Journal" conhecido por suas reportagens obstinadas, geralmente trabalha para clientes empresariais. Mas nas eleições presidenciais a firma é às vezes contratada por candidatos, organizações partidárias ou doadores para fazer trabalho político de oposição.

Fonte | uol

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