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Reforma do Palácio das Esmeraldas já gastou mais de R$ 6 milhões

Postado por TVKajuru.com | 20/12/2016 às 01:52h

A reforma do Palácio das Esmeraldas parece uma novela - e é mesmo. Mas bem cara e paga com dinheiro público. A reforma, iniciada em 2012, segundo o Diário Oficial, ainda está em andamento e não tem prazo para terminar. Começou em novembro de 2012, com previsão inicial de seis meses e valor orçado em R$ 1,44 milhão, mas no total já gastou mais de R$ 6 milhões. O contrato, com a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), teve um aditivo de R$ 715 mil em abril de 2013. Nova licitação foi realizada em dezembro de 2013, em total de mais R$ 1,95 milhão, para “complementação da restauração”. De lá pra cá, mais R$ 2 milhões foram gastos. 

O valor total dos serviços, em execução pela empresa Marsou Engenharia Ltda., já alcança, portanto, R$ 6,11 milhões. Marconi voltou correndo para o Palácio das Esmeraldas em 2014 porque as casas nas quais Marconi morou no Alphaville viraram alvos de investigação no escândalo do caso Cachoeira, em 2012. Inicialmente proprietário de uma casa, ele a vendeu e foi morar de aluguel em outra residência no mesmo condomínio.

A primeira é onde Cachoeira foi preso na Operação Monte Carlo. A segunda pertence a uma empreiteira que é fornecedora do Estado desde 2003, de acordo com reportagem da época do jornal O Estado de S.Paulo. Na ocasião, o governador afirmou que preferiu não morar no palácio “para ter maior privacidade”. Para evitar especulações ou acusações de adversários, ele voltou a se mudar oficialmente para o Palácio das Esmeraldas em 2014.

Questionado pela repórter Fabiana Pulcineli em março de 2014 (portanto há dois anos e nove meses atrás) sobre a demora e o valor das obras do Palácio das Esmeraldas, o presidente da Agetop, Jayme Rincón (PSDB), disse que, por se tratar de um prédio tombado como patrimônio histórico e que ficou muito tempo sem uma grande reforma, houve necessidade de serviços complementares. A execução conta com monitoramento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Sobre o alto valor do segundo contrato, ele afirmou tratar-se de uma restauração “bem feita e definitiva”. No entanto, novos aditivos e prorrogações foram feitos. 

Um outro contrato, para aquisição de móveis em janeiro de 2013, custou ao Estado R$ 225 mil. Na justificativa do edital, o governo afirmava que não se realiza compra de novo mobiliário “há um longo período” e aponta “deterioração causada pelo tempo” nos móveis existentes. Entre os 14 ítens, sofás, poltronas, cômodas, mesa de jantar, tapetes, cadeiras e escrivaninha. Novas compras de material permanente também foram feitas depois disso

O Palácio das Esmeraldas localizado na Praça Cívica de Goiânia é a sede oficial do Governo do Estado e residência do Governador desde 1937. É tombado pelo  município, Estado e Iphan. A Marsou, empresa responsável pela obra, diz em seu site ter gasto os milhões que recebeu até agora com a restauração de diversos bens integrados, destacando os vitrais de autoria do artista russo Conrado Sorgenitch, painéis, pisos e assoalhos de madeira de lei além das fachadas em quartzo verde, revestimentos internos e requalificação dos sanitários e áreas de serviço. A restauração e reforma do Salão Dona Gercina e do Salão Nobre também foram contemplados pela ação da Marsou, segundo a empreiteira.

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