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Novo acordo de paz da Colômbia será assinado na 5ª feira em Bogotá

Postado por TVKajuru.com | 23/11/2016 às 10:23h

Novo acordo foi concluído há 10 dias em Havana.
Acordo será referendado pelo Congresso.

 

O governo da Colômbia e as Farc definiram nesta terça-feira (22) que vão assinar na próxima quinta (24), em Bogotá, seu novo acordo de paz, concluído há 10 dias em Havana e que será referendado pelo Congresso.

As delegações de representantes das duas partes, que se reuniram na capital colombiana, divulgaram um comunicado conjunto no qual marcaram a assinatura do documento para o Teatro Colón às 11h (hora local; 14h de Brasília).

Além disso, as partes decidiram que o novo acordo será referendado pelo Congresso colombiano e estão "definindo os procedimentos que serão utilizados para este propósito".

"A consolidação da paz requer que avancemos com passo firme rumo à implementação dos acordos que permitam superar tantos anos de conflito na Colômbia", especificaram as partes.

O ato da quinta-feira será liderado pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e pelo principal chefe guerrilheiro das Farc, Rodrigo Londoño Echeverry, conhecido como "Timochenko", que está desde segunda-feira (21) em Bogotá junto com o restante da cúpula do grupo.

Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, e Rodrigo Londoño, chefe das Farc, se cumprimentam nesta segunda-feira (26) após assinar o acordo de Paz em Cartagena (Foto: Fernando Vergara/AP)Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, e Rodrigo Londoño, chefe das Farc, se cumprimentam após primeiro acordo Paz em Cartagena, rejeitado por referendo (Foto: Fernando Vergara / AP Photo)

Com a assinatura do novo acordo, a Colômbia põe fim a mais de meio século de conflito armado interno que deixou pelo menos 220 mil mortos e mais de sete milhões de vítimas.

O governo e as Farc assinaram no dia 26 de setembro em Cartagena um primeiro acordo de paz depois de quase quatro anos de negociação em Havana.

No entanto, o texto final foi rejeitado pelos colombianos no plebiscito de 2 de outubro, o que obrigou a reabertura da negociação para incorporar propostas dos promotores do "não" nessa consulta.


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