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Chão vibrou embaixo da gente', diz brasileira em estádio em Paris

Postado por TVKajuru.com | 13/11/2015 às 09:21h

Pessoas tentaram entender o que era, não houve pânico', diz Marina Borges.
Ela assistia à partida entre França e Alemanha no Stade de France.

 

Explosões ocorreram próximo ao Stade de France, em Paris, na noite de sexta (13), durante um jogo entre as seleções da França e Alemanha. Uma brasileira que assistia à partida no estádio conta ao G1 que foi possível ouvir duas delas no início do primeiro tempo. No vídeo acima é possível ouvir as explosões durante o jogo.

 

"Ouvimos barulhos que pareciam explosões no início do jogo", conta a estudante Marina Borges, que assistia ao jogo com o marido e ainda não deixou o local. "Na segunda, vibrou o chão embaixo da gente. Tremeu a cadeira mesmo. As pessoas ficaram tentando entender o que era, mas não houve pânico."

Ela conta que não houve avisos durante a partida, e que não ouviu sirenes ou algo parecido. "No fim da partida, disseram que por causa de um incidente do lado de fora teríamos de sair por locais especificos", afirma ela. "Estão insistindo que podemos sair do estádio, que toda a saída é segura, que os transportes públicos estão seguros."

Gramado do Stade de France ocupado por parte do público após explosão. O estádio fica em Saint Denis, perto de Paris. Explosões foram ouvidas durante o jogo (Foto: Michel Euler/AP)Gramado do Stade de France ocupado por parte do público após explosão. O estádio fica em Saint Denis, perto de Paris. Explosões foram ouvidas durante o jogo (Foto: Michel Euler/AP)

 

Além das explosões, três tiroteios simultâneos deixaram 35 mortos e dezenas de feridos em outros pontos da cidade, segundo a polícia parisiense. Há ainda 100 reféns em uma casa noturna.

Tiroteios em Paris deixam mortos; houve explosões e há reféns (Foto: Arte/G1)Tiroteios em Paris deixam mortos; houve
explosões e há reféns (Foto: Arte/G1)

A estudante de relações internacionais Anita Alcântara mora perto da Avenida Champs Elysées, no 8º arrondissement, e afirma que o número de viaturas policiais e ambulâncias na região é muito grande. "As sirenes não param de tocar, tanto da policia como das ambulâncias", explicou ela ao G1.

"Pela janela observei que o 'marché de noel' [mercado específico do Natal] continua funcionando, mas acredito que aos poucos as pessoas estão indo para suas casas. Infelizmente o clima tenso e apreensivo vai voltar a reinar", disse Anita, que mora há dois anos em Paris, referindo-se ao ataque contra o jornal "Charlie Hebdo", que ocorreu em janeiro.

Tiroteios
Às 19h45, o  jornal "Liberation" afirmou que dois tiroteios ainda estavam em andamento, nos 10º e 11º arrondissements. A polícia confirmou ainda que há 100 reféns na casa de espetáculos Bataclan, no boulevard Voltaire, no 11º arrondissement. Estão sendo mantidas no local pessoas que assistiram a um show da banda Eagles of the Death Metal.

Ao jornal "Le Figaro", uma testemunha contou que viu dois homens armados entrarem no Bataclan. "Eles estavam armados, vestidos normalmente: eles atiraram no exterior e no interior da sala", afirmou a testemunha.


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