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Itália, França e Alemanha se opõem a negociação informal com Reino Unido

Postado por TVKajuru.com | 27/06/2016 às 10:14h

Não haverá discussão até que pedido de saída seja formalizado, diz Merkel.
Eles também prometem dar um novo impulso a projeto europeu.

 

Alemanha, França e Itália são contra a abertura das negociações pós-Brexit com Londres antes que o Reino Unido formalize o seu pedido de saída da União Europeia, declarou nesta segunda-feira (27) a chanceler alemã, Angela Merkel, após se reunir com os líderes desses dois países.

 

"Estamos de acordo sobre isso, não haverá discussões formais ou informais sobre a saída da Grã-Bretanha da UE enquanto não houver pedido de saída da UE ao Conselho Europeu", declarou em Berlim ao lado do presidente francês François Hollande e do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

Os três países líderes da UE também querem propor aos outros membros da UE que deem um novo impulso ao projeto europeu em vários âmbitos, segundo declarou Merkel.

"Vamos apresentar uma proposta a nossos colegas para dar um novo impulso ao projeto europeu em diferentes âmbitos nos próximos meses", declarou.

A chanceler ressaltou que alguns avanços eram analisados nas áreas "da defesa, crescimento, emprego e competitividade".

Já o presidente Hollande considerou que o bloco "não deve perder tempo" para responder aos desafios impostos pela Brexit.

Em uma declaração comum, os três dirigentes determinaram "três prioridades essenciais": a "segurança interna e externa", com foco na luta contra o terrorismo, o desenvolvimento da defesa europeia e a vigilância das fronteiras externas da Europa, "uma economia forte e uma coesão social forte".

No domínio econômico, a declaração fala, para os países da zona do euro, de uma maior convergência, "principalmente nas áreas social e fiscal", onde muitos governos são muito afeitos as suas prerrogativas nacionais.

Esta proposta deve começar a ser discutida na quarta-feira durante uma cúpula dos chefes de Estado e de Governo da UE em Bruxelas sobre o Brexit, antes de um encontro especial dos 27 em setembro sobre um acordo "a respeito de projetos concretos a serem realizados na Europa nos seis próximos meses".


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