A tensa relação entre COL (Comitê Organizador Local da Copa) e Governo Federal agora é apimentada pelos estádios do Mundial. Integrantes do órgão comandado por Ricardo Teixeira avaliam que só as construções de arenas estão dentro do prazo estipulado entre as obras da Copa. E reclamam de que a presidência da República quer pegar carona no avanço dos estádios.
O COL, longe das câmeras e microfones, afirma que as obras de mobilidade urbana e infraestrutura, além da aprovação da Lei Geral da Copa, estão preocupantemente atrasadas. São todas regidas por Brasília.
Então, para o comitê, a única chance de Dilma Rousseff aproveitar algo que supostamente estaria dando certo na rota do Mundial é associar a imagem de sua administração às arenas. Entre outras ações de marketing, a equipe presidencial programou a visita de Dilma, acompanhada por Pelé, às obras de estádios que contaram com financiamento do BNDES.
O estafe da presidente argumenta que esses estádios têm as digitais do governo federal, pois a verba reservada para os empréstimos poderia ser destinada a outras áreas. Além disso, o pensamento em Brasília é de que o governo está cumprindo suas obrigações referentes à Copa.
O novo ponto de atrito reforça a insatisfação do COL com o fato de a presidente não ouvir o que o órgão tem para falar. Também é curioso ver que a construção de estádios agora é vista como uma etapa já cumprida, apesar de os problemas aparecerem em cascata.
