HOMENAGEADOS DO DIA (30/05) NA GALERIA DO BEM E NA OPINIÃO DO KAJURU!

          

                                Voltaire

François-Marie Arouet mais conhecido pelo pseudónimo Voltaire (Paris, 21 de novembro de 1694 — Paris, 30 de maio de 1778)  foi um ensaísta, poeta, filósofo, dramaturgo e historiador francês. 

Voltaire atacou com veemência todos os abusos praticados pelo Antigo Regime. Tinha a visão de que não importava o tamanho de um monarca, deveria antes de punir um servo, passar por todos os processos legais, e só então executar a pena, se assim consentido por lei. 

Todas as ideias presentes nos escritos de Voltaire expressam a perspectiva do Iluminismo, era um acérrimo defensor da submissão ao domínio da lei, baseava-se em sua convicção de que o poder devia ser exercido de maneira racional e benéfica.

Por ter convivido com a liberdade inglesa, acreditava que era possível num governo e um Estado ideais, justos e tolerantes . Não foi democrata. Voltaire transformou-se num perseguidor da Igreja católica. 

Voltaire morreu em 30 de maio de 1778. Uma revista escreveu e declarou Voltaire como “o maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição”.

A família quis que seus restos repousassem na abadia de Scellieres. A Revolução trouxe em triunfo os restos de Voltaire ao panteão de Paris – antiga igreja de Santa Genoveva. Na escura cripta, frente, permanece até hoje este escrito:

“Aos louros de Voltaire. A Assembleia Nacional decretou em 30 de maio de 1791 que havia merecido as honras dadas aos grandes homens”.

Voltaire introduziu várias reformas na França, como a liberdade de imprensa, tolerância religiosa, um sistema imparcial de justiça criminal, tributação proporcional e redução dos privilégios do clero e da nobreza.

“Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram”

“Deus me defende dos amigos, que dos inimigos me defendo eu”

“Se Deus não existisse, teria sido preciso inventá-lo” 

“Quem não quer ver malucos, deve quebrar os espelhos”

“Conquistar não é suficiente. É preciso saber seduzir”

O maior prazer que alguém pode sentir é o de causar prazer aos seus amigos”

Julgue-se um homem mais pelas suas perguntas do que pelas suas respostas”

                          

                            Mário Lago

Mário Lago (Rio de Janeiro, 26 de novembro de 1911 — Rio de Janeiro, 30 de maio de 2002) foi um advogado, poeta, radialista, letrista e ator brasileiro.

 Ao longo da vida ele trilhou vários caminhos, optando inicialmente pelo universo literário. Seu primeiro estágio foi o universo da poesia; o primeiro poema foi lançado quando tinha apenas 15 anos.  

 Jovem universitário, ele se graduou em Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1933. Neste período ele conheceu a doutrina marxista, que lhe renderia pelo menos sete detenções. Cumprido seu objetivo acadêmico, viu-se livre para tentar o teatro de revista, gênero no qual ele criava, compunha e interpretava.

Logo depois fez sua entrada na esfera do gênero musical popular, compondo ‘Menina, Eu Sei de uma Coisa’, ao lado de Custódio Mesquita, gravada por Mário Reis em 1935. Três anos mais tarde sua composição ‘Nada Além’, nascida da mesma parceria, foi gravada por Orlando Silva.

Suas canções mais célebres são ‘Ai que saudades da Amélia’, que consagrou o mito da mulher submissa, ‘Atire a primeira pedra’ – as duas são frutos do trabalho em conjunto com Ataulfo Alves -, ‘Chocolate’, e a marchinha de carnaval ‘Aurora’, imortalizada na voz de Carmen Miranda.

Mário atuou como intérprete e roteirista na Rádio Nacional, mas só se tornou popularmente conhecido na TV, particularmente na Rede Globo, por sua interpretação em novelas como ‘O Casarão’, ‘Nina’, ‘Brilhante’, ‘Barriga de Aluguel’, entre outras. Seu trabalho interpretativo estendeu-se igualmente a diversas peças e filmes, como o consagrado ‘Terra em Transe’, obra-prima do Cinema Novo, dirigida por seu maior representante, Glauber Rocha.

No campo literário o artista também marcou espaço com publicações como ‘Na Rolança do Tempo’, lançada em 1976; ‘Bagaço de Beira-Estrada’, de 1977; ‘Meia Porção de Sarapatel’, publicada em 1986. A escritora Mônica Velloso inscreveu na história sua biografia, ‘Mário Lago: boêmia e política’, levada a público em 1988. Outra honra, Mário recebeu da Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz, em 2001, quando ela criou seu samba-enredo em torno de sua trajetória artística.

Mário passou a maior parte de sua existência ao lado da esposa Zeli, por quem se apaixonou justamente em uma movimentação política. Ele ficou viúvo em 1997, mas desta relação nasceram cinco filhos – Antônio Henrique, Graça Maria, Mário Lago Filho, Luiz Carlos e Vanda.

O artista morreu em 30 de maio de 2002, na cidade do Rio de Janeiro, vítima, aos noventa anos, de enfisema pulmonar, quando preparava sua própria biografia. Ele acreditava, neste período, que chegaria a completar 100 anos.

“Quando deixarmos de ter esperança 
é melhor apagar o arco-íris”

“O tempo não comprou passagem de volta. Tenho lembranças e não saudades”

“Fiz um acordo de coexistência
pacífica com o tempo:
nem ele me persegue, nem eu fujo dele,
um dia a gente se encontra”

“Gosto e preciso de ti, mas quero logo explicar, não gosto porque preciso. Preciso sim, por gostar”

Apoio cultural: UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA E LABORATÓRIO VITAPAN

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One Response to HOMENAGEADOS DO DIA (30/05) NA GALERIA DO BEM E NA OPINIÃO DO KAJURU!

  1. Diego Alexandre disse:

    Voltaire era comerciante de escravos. Segundo Chiavenato.

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